Geografia

1. IDENTIFICAÇÃO

Nome do Município: Santa Cruz

Lei de Criação: n° 777

Data: 11/12/1876

Desmembrado de: São José de Mipibu

Microrregião do IBGE: Borborema Potiguar

Zona Homogênea do Planejamento: Agreste

Índice de Desenvolvimento Humano: 0,655 Esperança de Vida ao Nascer: 67,145

2. CARACTERIZAÇÃO FÍSICA

2.1 – Localização, Área, Altitude da Sede, Distância em Relação à Capital e Limites

Coordenadas Geográficas: latitude: 6° 13' 46" Sul

longitude: 36° 01' 22" Oeste

Área 624,39 km², equivalente a 1,12% da superfície estadual.

Altitude da Sede: 236 metros

Distância em Relação à Capital: 111 km

Limites: Norte – Sítio Novo, Lajes Pintadas e São Tomé

Sul – São Bento do Trairi e Japi

Leste – Tangará e Sítio Novo

Oeste – Campo Redondo, Lajes Pintadas, Coronel Ezequiel e São Bento do Trairí

2.2 – Clima

Tipo: clima muito quente e semi-árido, com estação chuvosa atrasando-se para o outono.

Precipitação Pluviométrica Anual: normal: -

observada: -

desvio: -

Período Chuvoso: março a abril

Temperaturas Médias Anuais: máxima: 32,0 °C

média: 25,7 °C

mínima: 18,0 °C

Umidade Relativa Média Anual: 72%

Horas de Insolação: 2.400

2.3 – Formação Vegetal

Caatinga Hipoxerófila - vegetação de clima semi-árido, apresenta arbustos e árvores com espinhos e de aspecto menos agressivo do que a Caatinga Hiperxerófila. Entre outras espécies destacam-se a catingueira, angico, juazeiro, braúna, marmeleiro, mandacaru, umbuzeiro e aroeira.

2.4 – Solos

Planossolo Solódico - fertilidade natural alta, textura arenosa e argilosa, relevo suave ondulado, imperfeitamente drenado, raso.

Bruno Não Cálcico Vértico - fertilidade natural alta, textura arenosa/argilosa e média argilosa, relevo ondulado, moderadamente drenados, rasos susceptíveis a erosão.

Uso: a quase totalidade da área destes solos encontra-se coberta pela vegetação natural, aproveitada, precariamente, com pecuária extensiva. Pequenas parcelas são cultivadas com algodão, milho, feijão, sisal e palma forrageira. Apresentam fortes limitações ao uso agrícola pela falta de água e o aproveitamento racional das mesmas com pecuária requerem melhoramento das pastagens e intensificação da palma forrageira, recomendando-se, ainda, intenso controle da erosão.

Aptidão Agrícola: regular para pastagens plantada, aptas para culturas de ciclo longo, tais como algodão arbóreo, sisal, (caju e coco), e terras indicadas para preservação da flora e da fauna numa pequena área ao Norte.

Sistema de Manejo: médio nível tecnológico. As práticas agrícolas dependem do trabalho braçal e a tração animal com implementos agrícolas simples.

2.5 – Relevo

De 200 a 400 metros de altitude.

Serras: da Tapuia, Cunhaú, Samanaú, dos Veados e da Jandaíra.

Depressão sub-litorânea - terrenos rebaixados, localizados entre duas formas de relevo de maior altitude. Ocorre entre os Tabuleiros

Costeiros e o Planalto da Borborema.

2.6 – Aspectos Geológicos e Geomorfológicos

Geologicamente o município é caracterizado por rochas pertencentes ao Embasamento Cristalino, onde predominam migmatitos, gnaisses, anfibotetos, granitos, xistos de Idade Pré-Cambriano Médio a Inferior (1.100 - 2.500 milhões de anos), cortados localmente por veios de quartzo e Diques de Pegmatitos (500 milhões de anos).

Geomorfologicamente predominam formas tabulares de relevos, de topo plano, com diferentes ordens de grandeza e de aprofundamento de drenagem, separados geralmente por vales de fundo plano.

Ocorrências Minerais

Berílio - duas coisas que tornam o metal berílio único são as suas características nucleares e a sua elevada rigidez. Na sua forma pura, este mineral é um silicato de berílio-alumínio, que aparece nas formas de água-marinha e de esmeralda. O berílio é geralmente obtido como sub-produto da extração de feldspato, lítio ou mica. A transparência do berílio aos raios X torna-o num material útil para janelas de detetores de radiação.

Gemas

Água marinha - é considerada a gema mais abundante e valiosa do Rio Grande do Norte, tanto pela quantidade produzida como pelo valor da produção. Geralmente, a água marinha é encontrada em bolsões de dimensões variáveis e formas irregulares, dispostos aleatoriamente no interior dos pegmatitos, intimamente associada ao berilo industrial. A cor mais frequente da água marinha do Estado é azul claro, sendo o azul médio mais valioso e menos comum. A água marinha pode ser límpida ou apresentar inclusões sólidas e líquidas diversas, sendo também quebradiça e sensível a pessão. O tratamento térmico à temperatura de 400°C torna a cor azul mais escura e homogênea, aumentando o valor.

Recursos Minerais Associados

Complexo Gnáissico-Migmatítico - rocha ornamental especialmente migmatitos utilizado em piso e revestimento; brita e rocha dimensionada utilizada para construção civil.

2.7 – Recursos Hídricos

Hidrogeologia Aqüífero Cristalino - engloba todas as rochas cristalinas, onde o armazenamento de águas subterrâneas somente se torna possível quando a geologia local apresentar fraturas associadas a uma cobertura de solos residuais significativa. Os poços perfurados apresentam uma vazão média baixa de 1 – 2 m³/h e uma profundidade média em torno de 50 m, com água comumente apresentando alto teor salino de 480 a 1.400 mg/l com restrições para consumo humano e uso agrícola. (C5S3 a C5S4)

Aqüífero Aluvião - apresenta-se disperso, sendo constituído pelos sedimentos depositados nos leitos e terraços dos rios e riachos de maior porte. Estes depósitos caracterizam-se pela alta permeabilidade, boas condições de realimentação e os poços perfurados apresentam uma vazão média baixa de 3 - 6 m³/h e uma profundidade média em torno de 6 m. A qualidade da água geralmente é boa e pouco explorada.

Obs: tomando em conta que um grande número de poços não tem informado o aqüífero captado, decidiu-se adotar uma postura linear de repartir as disponibilidades proporcionalmente às áreas dos aqüíferos, nos municípios e nas bacias, realizando, em cada caso, os ajustes e correções que fossem necessários.

Hidrologia: O município encontra-se com 3,01% do seu território inserido na Bacia Hidrográfica do rio Potengi e 96,99% na Bacia Hidrográfica do Rio Trairi. Rios Principais: Inharé, Trairi, Cacaruaba Riachos: Bento Nunes, da Vela, Santa Rosa, do Canivete, Catolé, do Exú, Velho, da Chapada, Logradouro, da Cobra, Salgado, da Gameleira. Lagoa: Logradouro Açudes com Capacidade de Acumulação Superior a 100.000 m³:

Públicos Comunitários Rio/Riacho Barrado

Capacidade (m³)

Bom Sucesso - Riacho Cachoeira 100 000

Inharé ou Alívio - Rio Inharé 17 600 000

Recanto - Riacho dos Veados 297 800

Santa Rita - Riacho da Aroeira 776 000

O município não dispõe de mananciais com qualidade e quantidade que permitam a implantação de obras de abastecimento. Portanto, faz-se necessário o beneficiamento de oferta de água através do Sistema Adutor Agreste/Trairi/Potengi, que tem como objetivo o abastecimento humano e dessedentação animal. Também conhecido como Adutora Monsenhor Expedito, o sistema possui uma extensão total de 316 Km, a captação d'água é feita no Sistema Lacustre Bonfim, localizado no município de Nísia Floresta e possibilita uma vazão total de 452,32 l/s ou 1.628,35 m³/h.

Fonte: IDEMA (www.idema.rn.gov.br)

Última atualização em Terça, 28 May 2013 10:57

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